O título desse artigo poderia ser Só faltava essa...Não é, porque infelizmente sobram exemplos de bullying contra educadores gaúchos. O diferente, nesse caso, é que a violência do aluno contra a professora do bairro Jardim Floresta se manifestou por meio de um assalto. Em 25 anos de profissão, jamais li ou ouvi falar de ato semelhante.
Mas outros tipos de violência, sim, abundam na relação aluno-professores. Há poucos anos, em Vacaria, um coordenador de disciplina de uma escola foi assassinado a facadas dentro do colégio pelo namorado de uma aluna. Foi morto porque tentou apartar uma briga da garota com uma colega, em plena hora do recreio.
Proliferam nas escolas casos de professores que levam socos, puxões de cabelo e até, pasmem, cadeiradas de alunos. Em casos menos violentos e mais sutis, os mestres têm pneus do carro furados por estudantes desgostosos com as notas recebidas.
A novidade é o assalto. Motivado, ao que se sabe, pelo vício em crack do aluno-agressor. Urge que as secretarias de Educação gastem tempo e dinheiro no estudo de como amenizar a violência na escola. Que não para de crescer. Nesta mesma página, podem ser recordados episódios nada educativos de tiros dentro de salas de aula, nos corredores da escola, na porta do colégio. Quantas serão as vítimas na década? O que espanta é que agora as agressões acontecem não apenas entre alunos, mas contra os que tentam ensiná-los a serem cidadãos.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Enquanto políticos, sindicatos e educadores enxergarem o ensino como um negócio, taxando os alunos como clientes e os professores como funcionários, a educação vai continuar refletindo desmotivação, desarmonia, indisciplina e violência.