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Drogas no terceiro grau


Zero Hora Editorial
[fonte: Zero Hora]


A constatação, feita por pesquisa da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, realizada em 27 capitais, de que quase metade dos universitários brasileiros já experimentou droga ilícita e de que até mesmo o crack avança nessa faixa chama a atenção para um problema cuja progressão precisa ser detida com ações firmes, capazes de sensibilizar essa faixa de público.

O levantamento tem aspectos perturbadores ao registrar que a experimentação de substâncias proibidas é mais difundida do que, por exemplo, a do cigarro. E de que a experimentação e o consumo de bebidas alcoólicas lideram as de todas as demais substâncias, lícitas ou não. Nada menos que 86,2% desses estudantes, que deveriam ser os detentores das informações sobre os malefícios das drogas, já se envolveram com o consumo regular ou eventual de bebidas alcoólicas. É pelo consumo de cervejas, vinhos e destilados, as chamadas drogas lícitas, que começam muitas das histórias de dependência de drogas pesadas.

As explicações que os especialistas propõem para a presença de cocaína, crack e outros entorpecentes no meio universitário é de que, além da curiosidade adolescente que ainda persiste nessa faixa etária, há um ambiente de estresse com as cobranças, provas e prazos que pode induzir a uma fuga pelo caminho fácil e tentador dos entorpecentes e do álcool.

A expansão da experimentação e do consumo da droga, ao suplantar até mesmo uma arma importante como a informação, chama a atenção para a necessidade de as campanhas de conscientização serem repensadas, de forma a buscarem mais eficácia, serem capazes de infletir positivamente sobre o comportamento dos jovens e, assim, contribuir para combater o flagelo das drogas e para inverter a tendência hoje crescente da ampliação do número de usuários.



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