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Chefe Miliciano Batman, o inimigo número 1 do Rio



Fonte: O Dia



Batman, o inimigo número 1 do Rio

Polícia Civil monta operação para tentar recapturar Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, chefe da milícia Liga da Justiça, que comanda ataques na Zona Oeste para defender os negócios do bando - Adriana Cruz, Paula Sarapu e Vania Cunha

Rio - Há três meses foragido da Justiça, o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, foi declarado inimigo número 1 das autoridades de segurança. Suspeito de estar por trás da execução do bombeiro Carlos Alexandre Silva Cavalcante, o Gaguinho, Batman, um dos chefes da Liga da Justiça, motivou ontem uma megaoperação da Polícia Civil.

Oficialmente, a ação dos 350 policiais, de várias delegacias, seria um choque de legalidade em Campo Grande. O objetivo principal, no entanto, é impedir que o ex-PM — apontado como o matador da quadrilha — volte a executar rivais.

Na segunda-feira, quatro horas depois da morte de Gaguinho, o agente penitenciário aposentado Wagner Rezende de Miranda, o Waguinho Desipe, foi executado em Campo Grande. A polícia não descarta a hipótese de as mortes estarem relacionadas.

Desde que fugiu pela porta da frente do presídio Bangu 8, em outubro, Batman arregimentou um exército de agentes de segurança. Policiais militares e agentes penitenciários estão sendo usados para garantir sua liberdade e evitar ataques de grupos inimigos, que tentam assumir o controle dos negócios na Zona Oeste. Ontem, policiais vasculharam vários endereços, mas Batman não foi encontrado. Duas pessoas do bando foram presas.

A polícia tem informações de que, para se proteger, Batman está pagando, pelo menos, R$ 500 por dia a cada um de seus seguranças. Alguns policiais, considerados bons atiradores pelo criminoso, receberam ofertas de até R$ 12 mil por semana para integrar seu bonde.

Único chefe da Liga da Justiça em liberdade, Batman tenta preservar os negócios ilícitos do bando. O transporte alternativo, por exemplo, rende cerca de R$ 2 milhões por mês para os milicianos.

O relatório final da CPI das Milícias, da Alerj, aponta o sargento PM Francisco César Silva Oliveira, o Chico Bala, como o maior rival de Batman. Segundo o documento, com a prisão dos irmãos Natalino José Guimarães, ex-deputado estadual, e Jerônimo Guimarães Filho, o ex-vereador Jerominho, o grupo de Chico Bala tentou assumir o controle de pontos de linhas de vans em Campo Grande.

Durante todo o dia de ontem, os policiais lacraram depósitos de gás, estouraram centrais de gatonet e fizeram diversas blitzes em Campo Grande, com o apoio do Detran e do Detro. No Depósito Nacional, que funcionava sem nenhuma documentação na Rua Guarujá, em Cosmos, agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Autos apreenderam 1.907 botijões. A área da distribuidora, dominada pela Liga da Justiça, tem nos muros o símbolo da quadrilha: morcegos como os do super-herói dos quadrinhos.

Ação apreende 64 veículos

Os policiais vasculharam as favelas da Carobinha e do Barbante, com apoio do helicóptero blindado Águia. Nas principais ruas de Campo Grande, agentes do Detran e do Detro apreenderam 54 carros, vans e kombis em situação irregular, além de dez motos.

Em uma das vans, apreendida próxima ao Barbante, foi encontrado um estatuto das cooperativas de Rio da Prata e Lameira e controle de pagamentos de taxas aos milicianos.

“É o início de uma série de operações de combate à criminalidade e às irregularidades. Queremos mostrar a presença da polícia”, explicou o chefe do Departamento de Polícia da Capital, Ronaldo Oliveira.

Com um carro roubado, de chassi e placa adulterados, Ivo Ferreira da Silva, 46 anos, foi preso. Em vez do W nas letras da placa, havia desenho semelhante a um morcego. Geraldo Marcos Pinheiro de Santana, 38, também foi detido em flagrante com um revólver 38, no bairro Santa Rita. Ele admitiu, segundo o delegado Júlio Silva, da 35ª DP, que trabalhava como ‘apoio’ e cobrava taxas de moradores.



Polícia prende milicianos e estoura depósito de gás em Campo Grande. Operação tentava localizar o ex-policial conhecido como Batman, integrante da Liga da Justiça

Rio - Duas pessoas foram presas e um depósito de gás ilegal foi estourado em Campo Grande, nesta quarta-feira, durante operação deflagrada pela Polícia Civil com o objetivo de localizar o miliciano Ricardo Teixeira Cruz, vulgo Batman. Ele fugiu pela porta da frente do presídio Bangu 8, e está foragido. Cerca de 350 agentes, de delegacias distritais e especializadas, promoveram um "choque de legalidade" em áreas de atuação de milícias na Zona Oeste. A operação tem participação do Detro e do Detran. Até o momento foram apreendidos 1900 botijões de gás, 54 veículos (automóveis e vans com documentação irregular) e estouradas várias centrais de gatonet. Também foram recolhidas 10 motocicletas. O depósito Nacional Gás, em Cosmos, é suspeito de pertencer ao miliciano Ricardo Teixeira Cruz, vulgo Batman, em função do qual a operação foi desencadeada. Um helicótero ajudou na operação que esteve concentrada nas favelas do Barbante e da Carobinha, na Zona Oeste. Dois acusados de fazer parte da milícia "Liga da Justiça" foram presos na operação, em locais diferentes. Um deles por porte ilegal de arma (estava com um revólver 38 e seria cobrador da milícia) e outro por receptação (estava com um Palio roubado, com placa adulterada e símbolo do Batman na placa).



Receita das vans alimenta a guerra da milícia. Aliados da Liga da Justiça estariam brigando para retomar os pontos perdidos para grupo rival na Zona Oeste - Paula Sarapu e Vania Cunha

Rio - A disputa pelos R$ 2 milhões mensais do movimento do transporte alternativo na Zona Oeste pode ser o motivo da guerra entre milicianos, que explodiu com as execuções do bombeiro Carlos Alexandre Silva Cavalcanti, o Gaguinho, e do agente aposentado do Desipe Wagner Rezende de Miranda, o Waguinho Desipe. Os dois seriam ligados a grupos paramilitares rivais e foram assassinados anteontem, em um espaço de quatro horas. A 41ª DP (Tanque) e a 35ª DP (Campo Grande) vão investigar os crimes em conjunto e apontam o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, como o principal articulador dessa disputa.

O relatório final da CPI das Milícias, na Alerj, afirma que a Liga da Justiça ficou enfraquecida com a prisão dos irmãos parlamentares Jerônimo e Natalino Guimarães, e que os aliados do sargento PM Francisco César Silva Oliveira, o Chico Bala, estariam tentando tomar o controle dos pontos de vans e kombis de Campo Grande. Chico Bala foi colaborador da equipe do delegado Marcus Neves, que investigou o grupo, e responde ao Conselho de Disciplina por ter atuado sem a autorização da PM.

Para o delegado substituto da 41ª DP, Adilson Palácio, as mortes têm relação: “Sabemos que é uma disputa de poder e vingança. Vamos trabalhar em conjunto porque trabalhamos com a hipótese de que os dois assassinatos estão ligados”.

Outra linha de investigação apura se Waguinho estaria traindo a confiança de Batman, repassando informações para o bando rival. Apontado como matador da Liga, ele fugiu de Bangu 8, em outubro. As investigações mostram que Batman deixou a cadeia para retomar os pontos de van e frear a expansão do grupo inimigo. Segunda-feira, O DIA mostrou com exclusividade um vídeo em que a Liga tenta matar um morador da Favela do Barbante, em Inhoaíba, que denunciou o grupo.

Ontem, peritos analisaram novamente o carro de Gaguinho e encontraram fragmentos de bala de fuzil. O bombeiro se preparava para sair quando foi cercado por três homens que dispararam pelo menos 28 tiros. O corpo de Gaguinho foi enterrado ontem no Jardim da Saudade, em Sulacap. Durante o cortejo, parentes esconderam os rostos. A viúva, que acusou Batman pelo crime, ainda vai prestar depoimento.

Presos três encarregados de ‘cobrança’

Em operação conjunta do Regimento de Polícia Montada (RPMont) e da 35ª DP, três homens foram presos na comunidade Vilar Carioca, em Inhoaíba. Eles são acusados de serem os responsáveis pelo recolhimento das taxas cobradas às cooperativas de vans pela Liga da Justiça. Segundo o comandante do RPMont, tenente-coronel Weber Collyer, os policiais foram checar denúncia de que Batman estaria com outros milicianos na Rua Realeza. O relatório da CPI das Milícias também afirma que o ex-PM, enquanto esteve preso em Bangu 8, continuaria comandando a venda de gás na região. Batman não foi encontrado, mas os policiais localizaram os três homens em um Gol branco, armados com um revólver 38 de numeração raspada. “Eles admitiram informalmente ao policial da supervisão que faziam a cobrança para os milicianos. Os três estavam com R$ 346. Temos dados de que Batman, ao fugir da cadeia, queria retomar o controle enfraquecido”, afirmou. Os presos são José Alberto da Silva Filho, 27 anos, Raimundo Farias de Mesquita, 26, e Gideão Garcia da Cruz, 27. Eles foram autuados por porte ilegal de arma e formação de quadrilha armada. O Siena semelhante ao usado nos dois crimes e apreendido pela Delegacia de Roubos e Furtos de Autos (DRFA), em Maricá, foi roubado no dia 31 de dezembro, na Av. Presidente Dutra, altura da Pavuna. O carro está sem as rodas e passará por perícia.



Policial e esposa são baleados na porta de casa em Jardim Primavera. Bandido anuncia assalto, mas acaba morto no confronto - Arthur Rosa

Rio - O soldado Fernando Queiroz Santa Marta, de 34 anos, lotado no Batalhão de Choque (BPChoque) estava com a esposa, por volta de 20h30 desta quarta-feira, na localidade Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na porta de sua casa quando foram surpreendidos pelo suspeito Reinaldo da Conceição Pereira, de 22 anos, que estava armado. O policial sacou a arma e conseguiu atingir o ladrão, que reagiu e acabou atingido. Reinaldo morreu no local. O soldado foi baleado nas costas e nas mãos, além de sua esposa que foi atingida na perna. Ambos foram medicados no Hospital de Saracuruna e liberados logo depois. O caso foi registrado na 60ª DP (Campos Elíseos).



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