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Terror no RS - Insegurança nos postos de saúde da periferia de Porto Alegre



Fonte: Zero Hora



Autoridades discutem medidas para reduzir insegurança em postos da Capital. Médica Cláudia Hilbig, de 35 anos, foi alvejada com um tiro na perna na tarde desta segunda-feira. Fernando Zanuzo

Polícia, médicos e prefeitura buscam medidas para reduzir a insegurança nos postos de saúde de Porto Alegre. Na tarde de segunda-feira, a médica Cláudia Hilbig, 35 anos, foi baleada durante assalto no posto de saúde Beco dos Coqueiros, bairro Passo das Pedras, na zona norte da Capital.

A vítima teve alta nesta manhã. A unidade de saúde está fechada por tempo indeterminado. Segundo o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo Argollo Mendes, são comuns os casos de agressões e intimidação a médicos nos postos de saúde da Capital.

— Nós já visitamos as Secretarias de Segurança para falar sobre esse problema. Há mais de cinco anos todos estão estudando o assunto — resumiu Mendes.

O secretário municipal de Saúde se reúne na tarde desta terça-feira com servidores do posto para buscar uma alternativa. Segundo Carlos Henrique Casarteli, casos como o ocorrido ontem são exceção.

— Não é comum, considerando o número de casos que nós temos — disse Casarteli.

Às 17h, o assunto será discutido numa reunião entre a Brigada Militar e o Simers. O Cremers também vai solicitar audiência com a secretaria da segurança e com o Ministério Público.

Entenda o caso

- A médica Cláudia Hilbig, 35 anos, foi alvejada com um tiro na perna quando teve seu Fiat Stilo roubado em um posto de saúde no bairro Passo das Pedras.

- Segundo informações do 20°BPM, dois homens armados invadiram o local, renderam funcionários e anunciaram assalto.

- Testemunhas relataram aos policiais militares que a dupla abordou a médica exigindo as chaves do veículo. Ela estava no consultório atendendo um paciente.

- Um dos criminosos teria atirado na vítima enquanto ela procurava as chaves do veículo dentro da bolsa.



Após ataque a médica, sindicato cobrará mais segurança em postos da Capital. Simers quer audiência com Estado e município para exigir medidas - 19/07/2010

O Sindicato Médico do RS (Simers) pedirá audiência com o Estado e o município para cobrar ações contra a violência nos postos de Saúde da Capital. A informação está publicada no site da entidade na internet. No início da noite desta segunda-feira, o presidente Paulo de Argollo Mendes foi até a emergência do Hospital Cristo Redentor para prestar solidariedade a médica baleada, na Zona Norte.

Argollo afirmou à profissional que a entidade cobrará medidas urgentes para garantir segurança no atendimento em unidades de Saúde, principalmente em postos como o da médica ferida, localizado em áreas de risco.

— Vamos também levar a questão aos vereadores e deputados, para propor que postos, escolas, creches e unidades da polícia militar fiquem em áreas integradas e não mais expostas — destacou o dirigente.

O posto, localizado no Beco dos Coqueiros, foi fechado. Na manhã de terça-feira será feita reunião com a equipe para avaliar o impacto da violência e sobre prazo de reabertura.

— A falta de segurança, infelizmente, gera infelizmente o maior prejuízo: interrupção do atendimento da população — lamentou Argollo.

Na avaliação do Simers, os postos de saúde não têm equipamentos de segurança, como cercas de arame e câmeras de vídeo. Além disso, o sindicato entende que em locais perigosos as polícias civil e militar, escolas e creches, deveriam ser colocadas na mesma área para aumentar a proteção de quem utiliza os serviços.



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