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PERÍCIA - Ciência combate o tráfico. O segmento pericial é arma essencial da PF identificar conexões



Fonte: Zero Hora



A NOVA ARMA DA PF. Ciência combate o tráfico. Com a análise de drogas apreendidas no país, é possível estabelecer conexões entre os criminosos - JOSÉ LUÍS COSTA

A repressão aos traficantes tende a se tornar mais severa por conta de um trabalho inovador da Polícia Federal (PF). Análises de cocaína e crack apreendidos no país permitem estabelecer as conexões entre grupos de diferentes Estados, elevando as condenações aos criminosos e ampliando a capacidade de combate ao comércio de entorpecentes e ao crime organizado.

Denominado Projeto Pequi (Perfil Químico das Drogas), o trabalho é desenvolvido por peritos criminais do Laboratório de Análises Químicas do Instituto Nacional de Criminalística da PF, em Brasília.

Com base nos estudos, é extraída a “receita” da cocaína, com a relação completa das substâncias que a compõe. São identificados propriedades naturais, produtos químicos usados para o refino e os adicionados para batizar a droga.

Uma porção de cocaína, mesmo que pequena, poderá resultar em punição rigorosa para quem for pego com a droga se ela tiver o mesmo perfil químico de uma apreensão em maior escala.

– Ela se torna responsável por mais um crime, por associação com outro traficante – explica o perito criminal federal Adriano Otávio Maldaner, chefe do laboratório.

Maldaner lembra que o trabalho pode ajudar a colocar atrás das grades traficantes graúdos que, raramente, são pegos com a “mão na massa”.

A partir do DNA da cocaína, os peritos da PF podem descobrir a procedência da droga. Com os estudos comparativos, é possível conhecer características específicas do plantio e do refino, indicando a origem.

– É como churrasco. É carne em qualquer lugar, mas tem um jeito de assar, de temperar em Porto Alegre e outro em Belém do Pará – exemplifica Maldaner, gaúcho de Ijuí.

Por enquanto, a confirmação de origem se baseia em históricos de drogas apreendidas no Brasil, mas a PF aguarda que amostras sejam enviadas pelas autoridades da Colômbia, da Bolívia e do Peru, principais produtores da droga.

PF do Rio Grande do Sul faz trabalho semelhante

Em estágio inicial, o Projeto Pequi ainda não tem abrangência em todos os Estados. Nesta primeira fase, são analisadas amostras apreendidas no Distrito Federal, no Rio, em São Paulo, além de Amazonas, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, situados em regiões de fronteiras.

Em paralelo ao Pequi, a PF no Rio Grande do Sul desenvolve trabalho similar. No começo do ano, peritos comprovaram que lotes de cocaína apreendidos em três momentos distintos na região de Santa Maria pertenciam a um mesmo tipo de fornecedor.

– É um elemento de ligação entre apreensões isoladas que a investigação, muitas vezes, não consegue juntar – diz o perito criminal federal Rodrigo Cassanta Rossi, da PF gaúcha.

O projeto tem apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC). Da sede da entidade, em Viena, na Áustria, amostras de drogas de cocaína, LSD, ecstasy e heroína, apreendidas em diferente países, são remetidas para o laboratório da PF. As substâncias são enviadas sem identificação para testar a capacidade do laboratório.



URUGUAIANA - De avião

Cerca de 55 quilos de pasta-base de cocaína e cinco quilos de cocaína foram apreendidos na zona rural de Uruguaiana pela Polícia Federal na tarde de ontem. A droga foi arremessada de um monomotor em direção a quatro pessoas que aguardavam no solo o carregamento, em dois carros. Duas fugiram e duas, uma de 27 anos e outra de 22 anos, foram presas. A PF não divulgou os nomes. A PF suspeitava que carregamentos de drogas pudessem estar sendo arremessados de um avião de pequeno porte na cidade e iniciou a investigação.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - E eu não consigo entender como os Governantes e as Polícias Civis dos Estados aceitaram resignados o sequestro do segmento pericial da instituição policial. A polícia federal não deixou os govenrantes fezerem o mesmo, pois conseguiu se antecipar diante da certeza de que a investigação não é nada sem a perícia e a perícia depende da investigação para confrontar os vestígios e do trabalho ostensivo para isolar o local de crime. Esta matéria mostra a importância que tem este segmento na polícia federal para ocmbater o crime. O mesmo sentimento não há aqui no RS.



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