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GUERRA DO RIO - Todos precisam de armaduras da idade média



Fonte: O Dia



NA VIOLENTA GUERRA DO RIO TODOS PRECISARÍAMOS DE ARMADURAS DA IDADE MÉDIA - O DIA, Blog da Segurança, Sexta-feira , 28 Maio, 2010




Para nos sentirmos protegidos -todos nós- ante à crueldade e os disparos de armas de guerra dos perigosos "bandidos terroristas"- já teve a época do "bandido cidadão'' e a do "bandido social"- certamante que só armaduras próprias da Idade Média ou quem sabe a indumentária dos 'robocops'. Não adianta somente blindar automóveis, residências e cabines policiais. Em algum instante estaremos longe de tal proteção. Não é possível permanecer blindado as 24 horas do dia ante uma ambiência de violência que é fato real.

Nesse contexto, de violenta guerra, de caráter permanente, policiais militares, na linha de frente, são os alvos preferidos do narcoterrorismo. Quando identificados pelo documento funcional, como no caso do sargento Jeremias Cruz, do 6o BPM, na manhã desta dexta-feira, 28/05/10, vítima de um assalto no bairro do Maracanã, a condenação à pena de morte (extra-legal) é sumária. O policial em questão foi alvejado com três tiros, doi deles na cabeça, sendo que um disparo atravessou o crânio. Seu estado é grave. Se sobreviver corre o risco de sequelas gravíssimas.

Não, não estou falando de Bagdá e nem se trata de um relato de episódio em uma zona de guerra convencional, mas do Rio de Janeiro, onde apesar de todo o reconhecido esforço das autoridades e de destemidos policiais civis e militares- todo ano são dezenas de mortos e feridos- continua sendo uma cidade extremamente violenta, onde qualquer cidadão pode ser vítima em potencial do infortúnio e da tragédia, basta estar vivo. Não se pode fugir da realidade dos fatos e a tarefa da área de segurança pública será muito longa e de extrema dificuldade. O que não se pode, como os derrotistas almejam, é permanecer em estado letárgico acuados e derrotados pela violência. Aí será a nossa rendição ao banditismo. Ressalte-se que a queda em alguns tipos de delitos têm sido registrada.

Paradoxalmente a frágil e benevolente lei penal brasileira, que os arautos dos direitos humanos aplaudem, continua permitindo que perigosos assassinos tenham redução de penas e progressões de regimes carcerários. Basta ter bom comportamento no cárcere. Um desrespeito às vítimas fatais que no máximo têm o derradeiro direito de sete palmos de terra sobre o corpo inerte. No país do direito penal mínimo e extremamente misericordioso continuamos a sustentar, com o dinheiro de nossos impostos e do nosso suor, facínoras, muitos deles irrecuperáveis, na ociosidade do cárcere, protegidos por todos os "direitos humanos". Profundamente lamentável que auto-afirmados "criminólogos humanitários" permaneçam vivendo um mundo irreal, de sonhos e fantasias. Os demais humanos vivem no contexto da guerra que aterroriza.

A certeza é de que pelos menos -e isto devemos reconhecer- há agora vontade expressa das autoridades governamentais e obstinação de bravos profissionais de polícia que contimuam a derramar o sangue em defesa da sociedade, ainda que lamentavelmente enlutando seus familiares, Quando se perde um destemido policial todos nós perdemos. A esperança é de dias melhores. É preciso acreditar. A paz social deve ser meta permanente.



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